Sabe, para mim a vida é um punhado de lantejoulas e purpurina que o vento
sopra. Daqui a pouco tudo vai ser passado mesmo - deixa o vento soprar, let it
be, fique pelo menos com o gostinho de ter brilhado um pouco… — CFA


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Eu jogo caxambu !

O JONGO é uma manifestação cultural de matriz africana, reconhecida como Patrimônio Cultural Nacional em 2005. Também chamado de Caxambu, é referência cultural em várias regiões dos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo e Minas Gerais.

A articulação das comunidades jongueiras para a garantia de condições para a prática do Jongo e de direitos básicos para seus praticantes, grande parte descendentes de gerações de africanos desembarcados no país, resultou na formulação de políticas específicas voltadas para esse bem cultural e na criação do Pontão de Cultura do Jongo/Caxambu, principal mobilizador das ações do plano de salvaguarda do "Jongo no Sudeste".

[Fonte: Publicação organizada pelo Pontão de Cultura do Jongo/Caxambu apresentada pela Comissão de Cultura da Alerj]

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Saravá, Jongo, Saravá

 


“Deu meia noite
É na dança do jongo
Que eu vou”

È dia 13 de maio, o repicar do candongueiro atravessa os vales, avisando aos jongueiros das fazendas distantes que é noite de jongo. Os negros montam uma fogueira e ilumina todo o terreiro com tochas. Enquanto isso, está sendo armada uma barraca de bambu para os pagodes e arrasta-pé ,onde casais dançam ao som de sanfona de oito baixos e pandeiro.

O relógio marca meia-noite, a negra mais idosa interrompe a dança e caminha para o centro do terreiro de terra batida. È plantada uma muda de bananeira. A fogueira é ascendida para manter o corpo e a alma aquecida, a mensagem é transportada pro além através da fumaça. Forma-se a roda, a idosa se benze nos tambores sagrados, com a licença dos preto-velhos e antigos jongueiros inicia-se o jogo.

Ela improvisa um verso e canta, a resposta vem alta acompanhada com bate-palmas. Os sons dos tambores se misturam, o tambu toca e o candogueiro responde, acompanhado pela Puíta, a nossa tão conhecida cuíca artesanal; ouve-se sons de um chocalho, o Guaiá, feito de folhas-de-flandes ou latas usadas.

O primeiro casal se dirige ao centro da roda, ela com um saião estampado, ele com calça branca na altura da canela. Começou a dança, a roda se movimenta em sentido anti-horário, em determinado momento ela para e os casais se alternam entre em si, um passo pra frente, um passo pra trás, o giro e umbigada. No meio o solista tira o ponto e os outros lateralmente respondem batendo palmas ritmadas enquanto dançam.

O Jongueiro de vista-forte percebe a aproximação de um antigo falecido que vem para relembrar o tempo em que dançava o jongo. A bananeira plantada cresce inexplicavelmente, e seus frutos distribuídos para os presentes. Em certo momento, alguns percebem a aproximação do senhor de engenho e trata de avisar os outros através do ponto:

Ei campo quimô
Piquira tá curiando
Piquira tá curiando, é”

Segue a noite e o sereno molha o couro do tambor tornando-se o som quase que imperceptível, esta na hora de convocar o poder do fogo que é utilizado para a afinação dos instrumentos. O jongo vai até o sol raiar, é quando todos cantam pra saudar o amanhecer.

“Vamo simbora,
vamo simbora
A coroa do rei alumiô”

O jongo ou caxambu teve suas origens na região africana Congo-Angola. Chegou ao Brasil com os negros de origem bantu trazidos como escravos para trabalhar nas fazendas de café do Vale Paraíba. É uma dança dos ancestrais, dos pretos-velhos escravos, do povo do cativeiro, e por isso pertence à “linha das almas”.

Para acalmar a revolta e o sofrimento dos escravos, o senhores permitiam que os negros dançassem o jongo. Uma dança profana para o divertimento e com alto teor religioso. Geralmente os jovens ficavam de fora, os antigos exgiam muita dedicação e respeito para passar adiante as “mirongas” do jongo e os fundamentos dos seus pontos.

Eram poetas-feticeiros que se desafiam nas rodas de jongo para disputar sabedoria. Buscavam por meios da poesia do ponto enfeitiçar o outro. Aquele que recebesse um ponto tinha que decifrá-lo e “desatar”, caso contrario ficava enfeitiçado, dizem que alguns perdiam a voz, desmaiava, chegando até mesmo morrer

Hoje em dia não chegamos a tanto, mas ainda existe alguns lugares, como o Quilombo São José (160km do Rio de Janeiro) que ainda mantém vivo nossas raízes negras, e garanto, ninguém morre por conta disso.

Texto roubado , autor desconhecido .

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Palavras apenas , palavras pequenas , palavras ...

Me sinto como se estivesse sendo afastada de tudo que amo , te tudo que gosto .
Esta temporada aqui no rio só tem me feito enchergar o quanto todos que me cercam fazer falta , até mesmo aqueles visinhos chatos ... Amanha a noite vou voltar pra casa , algo que eu desejo desde quando vim pra cá . Não aguento mais ter que ouvir lamuriações e chingamentos ...
Hoje eu acordei com um sentimento meio diferente , na verdade to assim desde ontem a tarde , não sei se é saudade , não sei se é dor ... Só sei que quero minha mãe , quero colo , quero amor , quero carinho , quero jujubas , quero pipoca , quero tudo !
sei que apesar da minha mãe postiça estar aqui comigo , me dando apoio , isso ainda não é o suficiente , quero carinho e colo daquela que me deu a vida !
E ainda pra completar toda a minha carencia ... eu quero aquele que não me quer !
Que vida cruel é essa de amar quem não nos ama !! sei que deus ama todos nos e é ignorado por varios , mais eu acho que não da pra suportar uma porra dessas não !!