Sabe, para mim a vida é um punhado de lantejoulas e purpurina que o vento
sopra. Daqui a pouco tudo vai ser passado mesmo - deixa o vento soprar, let it
be, fique pelo menos com o gostinho de ter brilhado um pouco… — CFA


segunda-feira, 28 de maio de 2012

#E que seja doce . Se não for assim , pode deixar pra lá , quero nada não !

Todos achavam que ela estava bem pelo sorriso que carregava, só não sabiam que a mesma garota que sorria o dia inteiro, chorava todas as mágoas durante a noite. Ela deitava e lembrava de todos os momentos que se passaram, lembrava de tudo o... que um dia à fez feliz. Tudo aquilo que um dia fez sentido, ou pelo menos, fazia sentido, todo aquele “sentimento” tudo se foi, hoje não passam de nostalgias. E para se torturar colocava aquela musica sabe? “Aquela música”. Ninguém sabia o quanto aquilo a machucava, o quanto à fazia sofrer. Para todos ela era aquela garota de pedra, fria, que não tinha sentimentos. Nunca os passava pela cabeça, que ela era aquela garota fraca. Mas como dizem as aparências enganam. As lembranças a machucavam, algumas marcavam, algumas cicatrizavam[…] Dizia e repetia milhões de vezes a si mesma, seja forte, seja forte, não chore […] Mas não havia possibilidades de evitar, as lágrimas que derramavam eram puro desabafo, era tudo o que a sufocava. Enxugava-as com o cobertor que à aquecia de toda aquela angústia. Nesse momento, sentia-se tão vazia[…] Caía uma lágrima, e então outra e outra, e assim ficava impossível controlar-se em meio a tanta dor. Ela olhava ao seu rador e sentia-se como se faltasse algo para completar aquele momento, como se faltasse algo para a fazer sorrir, mesmo que só por um segundo. Sentia-se a mais incompleta das garotas. E essa sensação de vazio, de solidão só tendia a aumentar. Parecia que todos lhe davam as costas, parecia que tudo estava sumindo. Parecia que estava tudo fugindo de seu controle. Pobre garota, tão julgada como forte, como fria, e hoje está aí, tentando encontrar uma saída, um motivo que a faça seguir em frente com um sorriso no rosto. Tantas noites sem sono, com as lágrimas rolando incontroláveis por seu rosto. Aquela pobre menina, que todos diziam ser forte, agora está ali, deitada em sua cama, com o rosto inchado e molhado de lágrimas salgadas. Aquela pobre menina cansou de esconder sua dor atrás de um sorriso. Ela parou, olhou em sua volta, e desabou-se a chorar. Chorou como se todas suas dores fossem sair junto às lágrimas. Parecer forte lhe parecia uma boa opção, mas naquele momento, tudo o que ela queria era poder desabar. Queria jogar todas as mágoas fora, como lixo. Ela não podia, ela não conseguia. Mas de uma coisa, a pobre garota tinha certeza. Não importa o quão grande seja a dor, ela vai passar.”

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